Durante um fim de semana de setembro, a orla deixa de ser sobre surfe. Barreiras sobem ao longo da North e da South Steyne, quatro palcos aparecem entre a areia e as lojas, e uma península que normalmente se esvazia às nove da noite de domingo se enche de contrabaixos.
O Manly Jazz acontece desde 1977, o que faz dele o festival de jazz mais antigo da Austrália em atividade contínua. É gratuito. Não tem ingresso. Ninguém confere pulseira, porque não existe pulseira. Agora em seu 49º ano, ele cai de sexta-feira, 18, a domingo, 20 de setembro de 2026, com mais de 95 atrações em quatro palcos ao ar livre e mais de 12 locais oficiais dentro e ao redor de Manly.
Esta é a versão de quem mora aqui: que formato o fim de semana realmente tem, qual sala combina com qual humor, e o punhado de detalhes logísticos que separam um bom domingo de três horas procurando vaga.
Procurando os horários? Cada atração e cada palco, hora a hora, estão na programação e horários do Manly Jazz 2026. Esta página é o contexto; aquela, a grade.
O básico
| Datas | Sexta, 18 – domingo, 20 de setembro de 2026 |
| Preço | Gratuito. Sem ingresso, sem inscrição, sem pulseira |
| Escala | 95+ atrações, quatro palcos ao ar livre, 12+ locais oficiais |
| Onde | A orla de Manly, o Corso e os quarteirões ao redor |
| Música | Do trad de Nova Orleans ao swing, soul, blues, gospel, roots, latin e funk |
| Ruas fechadas | North e South Steyne, da Raglan à Wentworth Street, das 16h de sexta até as 23h59 de domingo |
| Programação | Publicada online e em placas pelo local. Não há programação impressa — a prefeitura a eliminou por motivos de sustentabilidade |
| Regras | Proibido vidro. É permitido trazer comida e bebidas não alcoólicas |
Os palcos ao ar livre são gratuitos para todos, e sempre foram. Os locais oficiais são pubs, bares, uma biblioteca, uma galeria e duas igrejas com sua própria programação; portanto, a entrada é quase sempre livre, mas espera-se que você consuma uma bebida, e as boas salas enchem. A única exceção paga em 2026 é a rodada dupla no Manly Art Gallery & Museum no sábado à noite, que tem cobrança de ingresso.
A alimentação e as bebidas no local funcionam através do Bucketty's Jazz Garden na orla, além dos restaurantes habituais de Manly e dos locais oficiais.
A programação de 2026, em um parágrafo
Os nomes que a maioria das pessoas reconhecerá são Monica Trapaga, a Hot Potato Band e o grupo de jazz-fusion Back to Back, retornando sob o comando do trompetista Ralph Pyl. Além desses: Sax Summit (quatro saxofones e percussão, o show mais divertido do fim de semana), a 343 Brass Band circulando em suas camisas roxas, a vocalista Ruby Jackson, a Beachside Big Band, a Sydney Conservatorium Big Band e a Sydney Youth Jazz Orchestra. O único que vale a pena reservar em vez de apenas aparecer é o Hilary Geddes Quartet with Murmurations no Manly Art Gallery & Museum, no sábado à noite.
Onde de fato acontece
Entenda a geografia e o resto fica fácil. A orla de Manly corre de norte a sul ao longo da Steyne; o Corso é o eixo de pedestres que vai da areia até o cais do ferry, no sentido oeste. O festival ocupa os dois, mais as ruas dos dois lados.
Os fechamentos das ruas na North e na South Steyne são o ponto a memorizar. Das 16h de sexta até as 23h59 de domingo, a via da orla entre a Raglan e a Wentworth Street fica fechada ao trânsito e vira o festival. As ruas ao redor ficam mais movimentadas por tabela. É também por isso que vir de carro é má ideia — mais sobre isso adiante.
Tudo é caminhável. O local oficial mais distante fica a poucos minutos do mais próximo, e o jeito padrão de viver esse fim de semana é derivar em vez de planejar: pegar vinte minutos de um show, ouvir algo melhor rua abaixo, seguir o som.


Os quatro palcos
A prefeitura confirmou quatro palcos para 2026:
- Beachfront stage — o grande, no trecho fechado da Steyne, com o oceano atrás da banda. Atrações principais, o maior público, e o palco a que as pessoas se referem quando dizem "o palco principal". Leve algo para sentar; os bons lugares somem cedo no sábado à tarde.
- Sydney Road stage — menor, mais compacto, mais perto dos pubs. Acústica melhor que a de uma orla aberta, e dá para ver os músicos de verdade.
- Jazz Stars of the Future stage — conjuntos escolares e de jovens, desde a NSW Public Schools Stage Band até big bands individuais de escolas de ensino médio. Vale sinceramente uma hora, e é o palco menos cheio do fim de semana.
- St Matts stage — dentro do complexo da igreja no Corso, funcionando no sábado das 10h até logo após as 18h em duas salas (a Ellington Room no Pont Hall e a Count Basie Room no pátio). Outra proposta completamente: sentado, silencioso, acusticamente excelente. A St Matthews também sedia cultos de jazz gospel no domingo às 10h e 17h30.
Os shows nos palcos ao ar livre acontecem em blocos de aproximadamente 45 minutos, do meio da manhã até cerca de 18h, com uma nova atração começando a cada quarto de hora em algum lugar próximo. Confira a programação dia a dia no site da prefeitura antes de planejar uma tarde em torno de uma banda.
A grade completa palco a palco — os quatro palcos nos dois dias, mais cada local oficial — está na programação e horários do Manly Jazz 2026.
Os locais fechados, sala por sala
É aqui que o festival fica interessante, e é aonde a maioria dos estreantes nunca vai. Mais de uma dezena de locais oficiais têm programação própria ao longo do fim de semana — pubs, wine bars, uma biblioteca, uma galeria e duas igrejas. Aqui está o formato de 2026.
Os pubs grandes. O Hotel Steyne fica na ponta do Corso voltada para a praia e é a opção mais barulhenta e cheia — courtyard, rooftop, Beach Club e Miami Rice todos com suas próprias bandas e DJs a partir do meio-dia todos os dias, de jazz a funk e blues. O The New Brighton Hotel fica na esquina em frente; seu Corso Bar recebe David Weir & The Weird Assembly no sábado a partir das 18h, e a varanda é um dos melhores assentos gratuitos de Manly. O The Ivanhoe fica mais acima na ladeira, aberto a partir do meio-dia nos três dias com cantorias ao piano, duos e DJs de vinil, e segura o público até mais tarde que a maioria.
O cais. O Felons Manly Wharf tem a água, o espaço e a cervejaria, e é a última parada natural se você vai voltar de ferry. Fica a cinco minutos a pé dos palcos da orla, descendo o Corso — veja o guia do Manly Wharf para saber o que mais há por lá agora.
As salas menores são onde de fato se escuta. O InSitu recebe The Aston Martinis no sábado a partir das 17h30. O Donny's Bar tem shows acústicos mais cedo nos três dias durante o happy hour. The Cumberland, o speakeasy, fecha o fim de semana com um trio de jazz e a vocalista Leah Berry no domingo das 16h às 19h, e o 55 North do Cibaria na orla encerra com End Notes Collective e coquetéis pela metade do preço a partir das 16h. O Henry G's Wine Parlour tem um pianista todas as noites, além de uma apresentação de acordeão ao vivo no sábado à tarde. Menos gente, mais perto da banda, e dá para ouvir o baixo. Se for a um único local fechado, escolha um desses em vez de um pub grande.
Os esquisitos, que são os melhores. A Biblioteca de Manly organiza um microfone aberto gratuito na sexta, das 17h30 às 19h, inscrições a partir das 17h. O Manly Art Gallery & Museum tem o único ingresso genuinamente especial do fim de semana: o Hilary Geddes Quartet with Murmurations, sábado das 17h30 às 20h30, com petiscos e uma taça de vinho incluídos. E a Manly Presbyterian Church realiza o seu culto de jazz gospel no domingo às 9h30 com a Geoff Power's New Orleans Jazz Band — gratuito, aberto a qualquer pessoa e um jeito realmente incomum de começar o último dia. São desses shows que os moradores falam depois.





Como chegar: pegue o barco
Venha de ferry. Não é preferência, é a resposta inteira.
A F1 saindo de Circular Quay parte a cada vinte ou trinta minutos, leva meia hora e deixa você num cais a quatro minutos a pé dos palcos. Num fim de semana de festival é mais rápida que dirigir, mais barata que estacionar, e elimina por completo o problema da volta. O guia local do ferry cobre tarifas Opal, horários e de que lado sentar.
O ônibus B-Line sai da cidade e desce as Northern Beaches, das 4h30 à 0h30 aproximadamente, sete dias por semana. É a escolha certa se você vem de Dee Why, Mona Vale ou Newport em vez do centro.
Se você precisar mesmo dirigir, saiba no que está entrando. A via da orla está fechada. Os quatro estacionamentos pagos de Manly mostram disponibilidade em tempo real no site da prefeitura, e num sábado à tarde de setembro eles estarão lotados. Some os fechamentos de rua e você tem o pior fim de semana de estacionamento do ano fora do verão. Leia primeiro onde estacionar em Manly, pare bem longe da praia e entre a pé. Ou não dirija.
Comer entre os shows
O problema gastronômico de Manly durante o Jazz não é qualidade, é fila. Duas regras fazem o fim de semana funcionar.
Reserve qualquer lugar que realmente importe para você, especialmente o jantar de sábado e especialmente à beira-mar. Mesas que ficariam vazias numa terça comum de setembro já estão tomadas na quarta da semana do festival.
No resto, coma fora do pico ou coma andando. O Corso e as ruas que saem dele são densos em opções de balcão, e um fish and chips na areia entre dois shows é um almoço de festival melhor que qualquer mesa. O guia completo de onde comer em Manly tem o quadro inteiro; o diretório de restaurantes filtra por cozinha e preço se você quiser algo específico perto de determinado palco. O guia de fish and chips diz para qual balcão ir.
Uma observação local: se quiser jantar sentado com o festival ainda audível, mas não em cima de você, reserve um quarteirão atrás da Steyne, e não na própria Steyne.



Onde ficar, e quando reservar
Manly tem cerca de sete hotéis que valem a reserva e algumas centenas de apartamentos. É pouca hospedagem para um fim de semana que atrai milhares de pessoas, e setembro já é o começo da subida rumo à meia temporada.
Reserve agora, não em setembro. As diárias na orla praticamente dobram no fim de semana do festival e os bons quartos somem com meses de antecedência. Nosso guia dos melhores hotéis de Manly ordena as opções realistas, e o diretório completo lista tudo.
Se estiver esgotado — e estará —, ficar na cidade e atravessar de ferry todo manhã é um plano B perfeitamente bom. Você faz a travessia da baía duas vezes por dia, o que não é o pior dos deslocamentos.
Um plano para cada dia
Sexta. As coisas começam à noite. Os fechamentos de rua começam às 16h e os locais oficiais sustentam a noite — este é o dia de circular pelos pubs, e o microfone aberto da biblioteca às 17h30 é a aposta escondida. Menos gente que no fim de semana, e a cidade fica com uma inquietação agradável.
Sábado. O dia grande. Palco Beachfront a partir do meio da manhã, St Matts para algo mais tranquilo à tarde, a rodada dupla na galeria às 17h30 se você reservou, e os pubs a partir do começo da noite. Chegue ao palco principal antes da atração de destaque se quiser sentar. Espere um Corso genuinamente lotado entre duas e seis.
Domingo. O melhor dia, e a maioria dos visitantes já foi embora. Comece pelo culto gospel às 9h30 na Manly Presbyterian, passe a tarde pulando de palco em palco e depois deixe que os shows do final da tarde nos locais fechados — The Cumberland, 55 North, The Gopher, The Hold, todos a partir das 16h — levem você a um ferry no início da noite, com a luz ficando rosa sobre a baía. Os fechamentos das ruas terminam à meia-noite, mas o público começa a rarear por volta das sete.
O que levar
- Algo para sentar. Uma toalha ou uma cadeira dobrável. O palco da orla é em pé e na areia.
- Um agasalho. Setembro em Sydney é primavera no papel e frio às nove da noite, com brisa do mar.
- Dinheiro em espécie é opcional, mas útil nas barracas menores.
- É permitido e sensato trazer comida e refrigerantes. Nada de vidro, porém: é um evento sem vidro.
- Seu celular para a programação. Não há versão impressa, de propósito.
- Protetor solar. O UV da primavera em Sydney é mais forte do que visitantes do hemisfério norte esperam, mesmo a 20 °C.
- O carro, não. Veja acima.
Uma breve história
O primeiro Manly Jazz aconteceu em 1977, quando a orla era um lugar muito diferente e um festival de jazz gratuito ao ar livre era uma ideia estranha para um subúrbio de surfe. Pegou. Agora em seu 49º ano, é o festival de jazz mais antigo do país em atividade contínua e o maior evento anual do calendário das Northern Beaches.
Permaneceu gratuito esse tempo todo, e é disso que os moradores se orgulham discretamente. Não há área VIP nem ingressos por categoria. Você chega, fica numa rua pública e escuta.

A versão curta
18 a 20 de setembro, gratuito, sem ingressos. Quatro palcos: Beachfront, Sydney Road, Jazz Stars of the Future e St Matts. Venha de ferry. Sábado é o maior dia e domingo é o melhor. Veja pelo menos um show numa sala pequena, não só no palco da orla. Reserve cama e mesa de sábado agora, não em setembro. Leve um agasalho, deixe o vidro em casa.
Para tudo o mais que acontece em Manly neste mês de setembro — as últimas semanas do Environmental Art & Design Prize e a volta das bandeiras de salva-vidas — veja o que fazer em Manly em setembro.
O restante do calendário do ano — o Surf Open, o Taste of Manly, a Cole Classic e o Réveillon — está na página de festivais e eventos.
Créditos das fotos
Todas as fotografias vêm do Wikimedia Commons e são usadas sob licença Creative Commons ou domínio público. Na ordem em que aparecem:
- Abertura — Jorgio El Zein (CC BY-SA 4.0)
- Onde acontece — Maksym Kozlenko (CC BY-SA 3.0); fotógrafo desconhecido (domínio público); Stefano (CC BY-SA 3.0); Maksym Kozlenko (CC BY-SA 3.0)
- Os quatro palcos — Jorgio El Zein (CC BY-SA 4.0) ×2
- Os locais — Stefano (CC BY-SA 3.0); grumpylumixuser (CC BY 3.0); Orderinchaos (CC BY-SA 4.0); Sardaka (CC BY-SA 4.0); Blank-2018 (CC BY-SA 4.0)
- Comer entre os shows — Maksym Kozlenko (CC BY-SA 3.0) ×3
- Uma breve história — William Henry Broadhurst, State Library of NSW (domínio público)


